Lipedema | Dr. Stêfani Teixeira
NUTRÓLOGA E MÉDICA ORTOMOLECULAR NO RIO DE JANEIRO – RJ

Lipedema: talvez não seja apenas gordura localizada

Você emagrece, mas suas pernas parecem não acompanhar o resto do corpo? Pernas desproporcionais, dor, inchaço e hematomas fáceis podem ter uma explicação — e o primeiro passo é o diagnóstico correto.

Dr. Stêfani Teixeira - avaliação de composição corporal
"O primeiro passo não é escolher uma dieta, um medicamento ou um procedimento. É chegar ao diagnóstico correto."

"Eu emagreço, mas minhas pernas continuam desproporcionais"

Perde-se gordura abdominal, o rosto afina — mas as pernas permanecem desproporcionais. Lipedema e obesidade não são a mesma coisa, embora possam coexistir. Por isso, olhar só o peso ou o IMC não é suficiente.

Ter um ou mais desses sinais não confirma o diagnóstico — mas é motivo para investigar

Desproporção pernas × tronco

Aumento bilateral e simétrico do volume de pernas, quadris e coxas.

Dor ou sensibilidade

Desconforto ou dor no tecido, principalmente à pressão.

Sensação de peso nas pernas

Pernas pesadas ou cansadas, especialmente ao fim do dia.

Hematomas com facilidade

Manchas roxas surgem com traumas pequenos ou imperceptíveis.

Inchaço

Sensação de edema ou aumento do volume ao longo do dia.

Gordura resistente

Emagrece em outras regiões, mas encontra resistência nas áreas afetadas.

Piora em fases hormonais

Quadro mais evidente na puberdade, gestação ou menopausa.

Lipedema não é simplesmente obesidade

Uma mulher pode ter lipedema sem ter obesidade, com sobrepeso, ou associado à obesidade — situações que exigem estratégias diferentes. O objetivo não é "fazer a balança baixar", e sim melhorar composição corporal, saúde metabólica, força, mobilidade, sintomas e qualidade de vida.

Excesso de gordura corporalResistência à insulina Alterações de glicemiaColesterol e triglicérides Perda de massa muscularSedentarismo Sono ruimEstresse MenopausaHipotireoidismo

Uma combinação de estratégias, construída para cada paciente

1. Composição corporal

Reduzir gordura preservando — ou aumentando — massa muscular.

2. Estratégia nutricional

Não existe uma única "dieta do lipedema". Precisa caber na vida da paciente.

3. Exercício e massa muscular

Não apenas para emagrecimento: melhora capacidade funcional e metabolismo.

4. Controle do edema

Terapia compressiva, fisioterapia e acompanhamento vascular/linfático.

5. Obesidade, quando presente

Tratada quando há indicação clínica — lipedema e obesidade são coisas diferentes.

6. Saúde hormonal e metabólica

Avaliação de menopausa, tireoide e outras condições que precisem de tratamento próprio.

7. Procedimentos cirúrgicos

Lipoaspiração específica pode ser considerada — não como primeiro passo.

Sem cura milagrosa

Desconfie de soluções simplistas para uma condição complexa.

O diagnóstico precisa ser bem feito

Nem toda perna grossa, celulite ou inchaço é lipedema. Durante a avaliação, diferenciamos a condição de obesidade, linfedema, alterações venosas e outros padrões de distribuição de gordura — antes de tratar, é preciso saber exatamente o que estamos tratando.

Como funciona nossa avaliação

01

Entendemos sua história

Quando surgiram as alterações, dor, edema, hematomas e histórico familiar.

02

Avaliamos composição corporal

Relação entre gordura, massa muscular e distribuição corporal.

03

Investigamos saúde metabólica

Glicemia, insulina, perfil lipídico e função tireoidiana, quando indicado.

04

Avaliamos seus hábitos

Alimentação, exercício, sono e fatores que interferem nos resultados.

05

Definimos objetivos

Redução de dor, mobilidade, gordura ou ganho de massa muscular — prioridades variam.

06

Construímos a estratégia

Nutrição, exercício, manejo de sintomas e encaminhamentos quando indicado.

Você suspeita que possa ter lipedema?

Não significa necessariamente que você tenha a condição — significa que existe motivo para uma avaliação adequada.

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