Obesidade é uma doença crônica e multifatorial. Se você já tentou dietas, perdeu peso e voltou a engordar, talvez seja hora de entender o que está por trás da sua dificuldade para emagrecer.
Muitas pessoas chegam ao consultório depois de anos tentando emagrecer: fazem dieta, treinam, perdem peso, recuperam, tentam de novo — e acabam acreditando que o problema é falta de disciplina. Mas o ganho de peso é muito mais complexo do que isso. Antes de perguntar "quantos quilos você quer perder?", respondemos duas perguntas: o que levou você a ganhar peso, e o que está dificultando seu emagrecimento hoje.
Maior dificuldade no controle da fome ao longo do dia.
Come, mas pouco tempo depois sente vontade de comer novamente.
Interfere na fome, disposição, escolhas alimentares e controle do peso.
Modifica comportamento alimentar, sono, álcool e rotina.
Pouca massa muscular e excesso de gordura exigem estratégia específica.
Interfere no gasto energético, condicionamento e saúde metabólica.
Compulsão, comer emocional e padrões desorganizados precisam ser identificados.
Alguns podem favorecer ganho de peso ou dificultar seu controle.
Insulina, tireoide, menopausa e outras condições avaliadas quando há suspeita clínica.
Um desses fatores isoladamente pode não explicar tudo. Muitas vezes, é a combinação deles que conta a história.
É uma condição crônica e multifatorial: não existe uma única causa e, portanto, não existe uma única solução para todos os pacientes. O tratamento considera a história do ganho de peso, a saúde metabólica, a composição corporal, o comportamento alimentar, a rotina e as condições clínicas de cada pessoa.
Menos culpa. Mais compreensão. Menos tentativas aleatórias. Mais estratégia.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter composições corporais completamente diferentes. Por isso não observamos apenas quantos quilos foram perdidos — queremos entender o que está mudando no seu corpo.
Reduzir o excesso é um dos principais objetivos.
Sua distribuição também importa para a saúde metabólica.
Preservar massa muscular durante o emagrecimento.
Glicemia, lipídios, pressão arterial acompanhados conforme cada caso.
Emagrecer não deve significar tornar-se mais fraco.
Disposição, mobilidade, sono e bem-estar também fazem parte do resultado.
"Não queremos simplesmente uma pessoa mais leve. Queremos uma pessoa mais saudável."
Não existe uma única dieta ideal. Precisa produzir resultado e ser sustentável.
Preserva massa muscular, melhora condicionamento e saúde metabólica.
Quantidade e qualidade podem interferir diretamente no processo.
Fome, saciedade, compulsão e comer emocional, quando presentes.
Glicemia, resistência à insulina, colesterol investigados conforme indicação.
Tireoide, menopausa e outras alterações quando há suspeita clínica.
Ferramenta importante para pacientes adequadamente selecionados.
O tratamento não termina quando o peso diminui.
Hoje existem diferentes medicamentos aprovados para o tratamento do sobrepeso e da obesidade em pacientes com indicação clínica. Alguns atuam em mecanismos relacionados à fome e à saciedade. Mas existe um princípio importante:
Nem todo paciente precisa de medicamento. E nem todo medicamento serve para todo paciente.
Os medicamentos que atuam em mecanismos de fome e saciedade transformaram as possibilidades de tratamento da obesidade. Mas simplesmente prescrever uma medicação não significa realizar um tratamento completo. Durante o acompanhamento, observamos sua perda de gordura, massa muscular, ingestão de proteína, treino, fome, saciedade, tolerância à medicação, dose e hábitos.
A medicação pode fazer parte da estratégia. O acompanhamento é o que transforma uma ferramenta em tratamento.
Com metas individualizadas e acompanhamento da evolução.
Proteína adequada e treinamento fazem parte da estratégia.
Não tratamos apenas o número da balança.
Quando esses mecanismos dificultam o processo.
O tratamento precisa funcionar fora do consultório.
Não recuperar o peso também faz parte do tratamento.
Quando começou o ganho de peso e quais tratamentos já tentou.
Fome, saciedade, compulsão e organização da alimentação.
Relação entre gordura, massa muscular e distribuição.
Metabolismo, sono e hormônios quando houver indicação.
Redução de gordura, preservação de músculo e qualidade de vida.
Nutrição, exercício, hábitos e medicamentos quando indicado.
Peso, composição corporal, fome, saciedade e exames.
Pensando em sustentar o resultado nos próximos anos.
Uma estratégia que funciona durante 30 dias e depois é abandonada dificilmente será a melhor estratégia para os próximos anos. O objetivo não é construir sua vida em torno de uma dieta — é construir uma estratégia de emagrecimento que consiga existir dentro da sua vida.
Menos culpa, mais compreensão. Menos tentativas aleatórias, mais estratégia. Menos foco na balança, mais saúde.